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Inverno traz à tona preocupação com dermatite atópica, doença de pele que aflige 40 milhões de brasileiros, principalmente as crianças

Doença de pele piora nas estações secas exige tratamento constante para ser controlada e melhorar a qualidade de vida dos doentes

A proximidade do inverno traz à tona a preocupação com um distúrbio que aflige cerca de 40 milhões de brasileiros, principalmente as crianças: a dermatite atópica, doença inflamatória crônica da pele caracterizada por lesões avermelhadas que coçam muito, podem descamar e interferir na qualidade de vida de seus portadores.

A dermatite atópica é uma doença que causa um defeito na barreira da pele, tornando-a mais predisposta ao ressecamento e à irritação. As lesões podem ser tão severas que acabam por gerar, além do desconforto causado pela coceira, consequências psicológicas e sociais tanto para a pessoa afetada quanto para toda a sua família. Muitos pacientes relatam sofrer preconceito devido aos estigmas pelo aspecto da pele, além da perda de qualidade de vida pela precariedade do sono e da concentração no estudo e no trabalho.

Segundo a médica dermatologista Camila Scharf, coordenadora do Ambulatório de Dermatoscopia do Hospital Universitário Evangélico de Curitiba e coordenadora da Escola de Atopia, a maioria dos casos inicia na infância e tende a melhorar com o passar dos anos. “No entanto, como não existe uma cura definitiva, a informação e o tratamento constante são os melhores remédios”, assegura. A Escola de Atopia está localizada na Faculdade Evangélica do Paraná e integra um projeto social desenvolvido em todo o mundo com o apoio do Laboratório La Roche-Posay. Em Curitiba funciona atualmente a única sede da escola do país, que tem a proposta de auxiliar no tratamento de crianças, ao mesmo tempo em que conscientiza e dá suporte às famílias.

A chave para o controle da dermatite atópica é evitar ou reduzir a exposição aos fatores desencadeantes bem como tratar as crises, lembrando de alguns cuidados contínuos para evitar novos surtos. Entre eles está o uso diário de cremes hidratantes, procurar tomar banhos de mornos para frio usando sabonete neutro, não fazer uso de buchas ou esfregar a pele vigorosamente, ato que agride e resseca mais a pele, usar roupas leves, de preferência de algodão, evitando tecidos sintéticos, manter as unhas curtas, evitar usar sabões em pó e amaciantes em grande quantidade (fazer até dois enxágues da roupa) e praticar exercícios que reduzam o estresse.

O diagnóstico da doença – que não é contagiosa – é exclusivamente clínico e deve ser feito por um dermatologista capacitado. “A partir dessa avaliação, o paciente será orientado quanto ao tratamento, que pode variar de acordo com a gravidade, desde cremes e pomadas até comprimidos e injeções”, explica Camila. “O tratamento proporciona uma mudança radical na vida de quem sofre com a dermatite atópica, por isso a importância de detectar e tratar o quanto antes”, conclui a dermatologista.

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Fonte: Dino