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O Universo da Beleza, um Capítulo à parte

Como é constituído o universo da beleza e como são algumas de suas inúmeras facetas

Um triângulo amoroso entre beleza, moda e a imagem pessoal, traçam uma história social através de séculos de vaidade, atração e sedução que resultaria na consagração das imagens midiatizadas, constata o professor de Visagismo Acadêmico Robson Trindade http://educacaovisagismoeprojetos.com.br/parceiros/robson-trindade/ .

A história buscou sempre um padrão de beleza em sua existência de acordo com a cultura, a religião e a moda. Uma conexão do imaginário em convergência com o universo social.

Uma pergunta que não quer calar: mas afinal o que é beleza?

“Há séculos, a beleza distingue e desperta inveja”.

Ela tem o poder de excitar multidões, inspirar o amor, enriquecer ou arruinar pessoas. “A beleza é um trunfo de quem a possui, um objetivo dos que não se consideram belos, um instrumento de poder, uma moeda de troca em diferentes sociedades” (Sant’anna 2014).

Ainda não havia um sentido para a imagem ou para o suposto valor da beleza e da boa aparência; tudo aconteceu de forma lenta, porem progressiva no decorrer dos séculos.

Os conceitos de uma estética corporal, o uso de cosméticos e o ato de embelezar a imagem, vão se construindo na composição da arte e na expressão da imagem, passando a fazer parte de uma identidade visual.

Ao longo dos séculos, a vaidade estimulada ou religiosamente condenada, contempla um “ser” segmentado, constituindo os ideais de beleza e os hábitos de se embelezar: ora valorizando o rosto, ora o corpo ou as partes do ser; por fim, o “ser corpo” era assim admirado.

Nasce a necessidade de priorizar os sentimentos, o bem-estar, de modificar o olhar e a forma de se apreciar o belo.

“Uma mulher bonita não é aquela de quem se elogiam as pernas ou os braços, mas aquela cuja a inteira aparência é de tal beleza que não deixa possibilidades para admirar as partes isoladas” (Fonte: pensador).

Do uso das perucas, as barbas, da arte dos penteados aos livros de beleza, surgem os recursos para a imagem que vão permear a história de consumo da imagem pessoal.

Para fabricar o “ser belo”, o mercado imprime a íntima necessidade de uma estética capitalista, contando com a presença de habilidosos profissionais (cabeleireiros, maquiadores, esteticistas, químicos, visagistas, etc…).

Esses profissionais usam e abusam de sua criatividade, aprimorada por ferramentas que satisfazem as exigências visuais e a comercialização da imagem (os recursos dos serviços de embelezamento).

Fonte: Dino