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O Visagista, o Visagismo e a Percepção da Dor

Quando pensamos em mudança, seja ela pequena ou grande, não podemos deixar de pensar na dor de perceber que existe um mundo ainda não explorado.

Diante da ocorrência de qualquer tipo de evolução, temos de pensar em dor.

Ela (mesmo que subjetiva) é quase sempre a principal responsável pela mudança de foco e comportamento tanto pessoal, quanto de milhares de pessoas, de uma só vez, afirma o professor de Visagismo Acadêmico e Virtual Robson Trindade http://educacaovisagismoeprojetos.com.br/parceiros/robson-trindade/ .

E isso pode ser exemplificado com o surgimento do cinema. Famoso na era moderna.

A modernidade que conhecemos é de fato marcada por várias inovações, tanto tecnológicas, quanto de pensamento. Os períodos mais expressivos dessa época foram os séculos XVIII, XIX e XX.

Neles foram inventados o táxi, telégrafo, o telefone, a fotografia e principalmente, o cinema.

O cinema se desenvolveu sobre a necessidade das pessoas sobre um mecanismo de escape a todos os males que surgiram com a vida moderna. E trouxe consigo um culto à beleza enormemente aflorado.

Este, por sua vez, gerou uma percepção de aparência como pedestal de importância, principalmente no que diz respeito ao estilo de vida.

As atrizes e atores de Hollywood eram referências claras ao que todos desejavam ser, e ter. E até hoje somos diretamente influenciados por esta mídia!

Além do natural contato das pessoas que migraram dos campos com as maravilhas da modernidade, a vida nas grandes cidades proporcionara acima de tudo movimento em suas vidas, e em suas mentes.

A moda era recorrente nas grandes metrópoles e de seu estilo de vida, e os cuidados com a aparência acabaram por ser descobertos essenciais quando explodiram as manias e referências causadas pelos famosos de Hollywood.

Foi preciso perceber que, para que se possa mudar, é preciso a dor de ver que existe um mundo ainda não explorado. Uma beleza ainda não alcançada.

É preciso que, para que a pupa se transforme em borboleta, haja um longo processo. E nesse processo existe a evolução interior e exterior que será exibida posteriormente!

A sociedade do consumo afinal, clama pela aparência. Pela beleza. E tudo isso foi essencial na percepção da necessidade das consultorias de imagem, dos profissionais de beleza.

E o que a percepção da dor tem a ver com a cultura da beleza?

Os mais diversos profissionais da área de beleza estão aqui para adaptar e trabalhar a imagem humana para os mais diversos contextos. O apelo dos estilos de vida demonstrados pelas atrizes de Hollywood e as descobertas tecnológicas atiçavam o desejo pela aparência mais viva, elegante.

Dessa forma, o Visagismo ganhou um grande espaço, principalmente em terras tupiniquins. Isso se deve também ao fato de que em nosso histórico brasileiro temos um forte apelo à miscigenação, e isso demanda personalização e harmonização da aparência das pessoas.

O surgimento do Visagismo permitiu o levantamento até mesmo de questões de identidade de cada indivíduo envolvido. A maquiagem, os acessórios, cortes de cabelo passaram a ser inovações possíveis de se fazer no próprio corpo!

Sabemos agora que o corpo, as linguagens e o desenvolvimento das culturas são propulsionados pela dor: pela necessidade de mudar proveniente de algum fator ou acontecimento pessoal. Por isso se pode considerar este um método de sobreviver à própria evolução!

Portanto, pense: a imagem pessoal é um símbolo cultural e semiótico a ser alcançado. A importância do visagista nesse processo é indiscutível. Mas como todo processo de evolução, é necessária a percepção de que algo não nos agrada, para darmos um passo à frente.

Fonte: Dino