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90% dos casos de hérnia de disco não precisam de cirurgia

Embora muitos pacientes acabem recorrendo a procedimentos cirúrgicos, a maioria dos casos de hérnia de disco pode ser tratada por meio de forma não invasiva

A hérnia de disco é um problema que afeta mais de 2 milhões de pessoas por ano no Brasil. Ela provoca perda da força e dores na coluna. Muitos pacientes, incomodados com a dor, acabam recorrendo a procedimentos cirúrgicos sem necessidade.

Para Silvia Canevari Barros, fisioterapeuta membro da Sociedade Brasileira de RPG, alguns médicos indicam medidas desnecessárias, invasivas e agressivas para tratar a hérnia de disco. “Estudos mostram que apenas 10% dos casos realmente precisam de cirurgia”, destaca a especialista.

De acordo com dados da OMS (Organização Mundial da Saúde), a chamada dor nas costas está presente em 80% da população mundial adulta, sendo que grande parte desse percentual apresenta casos de hérnia de disco lombar. “O problema surge devido ao desgaste da estrutura entre as vértebras, que acaba comprimindo os nervos da região e provocando inflamação”, explica Silvia.

Este processo pode causar extrema dor e desconforto e, em muitos casos, impossibilita as pessoas de realizarem tarefas simples, como abaixar e levantar, por exemplo. Em maio deste ano, Ivana Fuzaro sentiu na pele os efeitos do problema. Ela mal conseguia se movimentar, devido as dores que sentia. “Desesperada, fui me consultar com um médico ortopedista, que me indicou uma cirurgia das hérnias, já que eu tinha três hérnias de disco e, segundo ele, precisaria colocar nove pinos na minha coluna.”

Com 36 anos de idade, dois filhos pequenos e prestes a mudar de país, Ivana sentiu que a cirurgia seria um procedimento inviável naquele momento e decidiu procurar outras alternativas. “Fiquei mais tranquila quando a Silvia disse que o meu caso poderia ter grandes chances de sucesso, sem precisarmos recorrer a uma cirurgia”, desabafa aliviada.
Ivana começou suas sessões em maio e cerca de dois meses depois do início do tratamento, que incluiu sessões de fisioterapia e orientações para a reeducação postural, organizou tranquilamente toda a sua mudança para outro país. “Arrumei 14 malas, sem sentir dor alguma”, comemora.

Sobre a fisioterapeuta

Dra. Silvia Canevari Barros é Fisioterapeuta Responsável pela Unidade ITC Vertebral Jundiaí e Americana, pós-graduada em Terapia Manual e Postural pelo Instituto Salgado Saúde Integral e especialista em RPG pelo Método Souchard. Além disso, é membro da Sociedade Brasileira de RPG e Instrutora de Pilates pela Escola Pilates Nova Postura.

Fonte: Dino