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Estudos revelam que até 30% da população mundial feminina terá calvície

As pesquisas apontaram uma incidência maior em mulheres que passaram pela menopausa, porém o problema pode afetar mulheres de todas as idades

Cabelos e as sobrancelhas são partes essenciais do rosto, dão contorno e personalidade a nossa face. Principalmente entre as mulheres, são muito valorizados e recebem frequentes tratamentos estéticos para os manter com aparência saudável e valorizar a beleza feminina.

A calvície é um problema que, estatisticamente, afeta mais homens do que mulheres, porém a parcela de mulheres que estão susceptíveis a sofrer com a queda de cabelos não é tão ínfima ao ponto de não haver preocupação por parte do público feminino com o problema.

Um artigo publicado pelo Journal of the American Academy of Dermatology mostrou os resultados de uma pesquisa com um grupo de mulheres que identificava a incidência de queda de cabelos ligadas a alopecia androgenética feminina. Foi verificado que entre 564 mulheres, 13% apresentaram algum problema relacionado a queda de cabelo antes da menopausa e 37% naquelas que já passaram pelo período.

Segundo o estudo, a mulher fica mais susceptível a ter calvície após a menopausa porque durante este período os níveis de estrógenos no organismo diminuem, se houver uma predisposição genética na mulher, a calvície androgenética feminina pode acontecer. Porém mulheres de todas as idades estão propensas a ter quedas de cabelos ligadas a ação da testosterona no organismo.

A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) também revelou dados alarmantes sobre a queda de cabelo feminina, onde afirma que 30% de todas as mulheres do mundo sofrerão com algum problema relacionado a calvície após os 50 anos de idade.

“Pode ocorrer em qualquer idade, mas está mais propensa a afetar mulheres com cerca de 40 anos que se aproximam da menopausa devido as mudanças hormonais que o corpo atravessa nesta fase”, afirma o cirurgião plástico e especialista em implante capilar Dr. Júlio César Yoshimura.

O doutor também alerta para a demora que as pacientes levam para identificar o problema e procurar orientação adequada. “Devido ao uso de cabelos mais longos é comum as mulheres não perceberem que os cabelos estão caindo em excesso, ao ponto de procurar um médico, geralmente, já houve a queda de 30% dos fios”, completa.

A alopecia androgenética está ligada a produção irregular do hormônio testosterona, apesar de ser mais comum em homens, mulheres que tenham qualquer alteração na taxa deste hormônio estão susceptíveis a sofrer com a calvície já que a testosterona corresponde a apenas 1% de todo hormônio livre presente no organismo feminino.

Na mulher a testosterona é produzida nos ovários e nas glândulas suprarenais, a matriz do bulbo capilar contém uma enzima chamada 5-alfa-redutase que transforma o hormônio em dehidrotestosterona (DHT). A DHT afeta o folículo, enfraquecendo os fios e consequentemente provoca a queda de cabelo.

Devido a baixo concentração de testosterona no organismo da mulher (aproximadamente 1%), qualquer alteração é suficiente para provocar distúrbios em seus cabelos e pelos. Outras consequências do excesso do hormônio no organismo feminino são acne, distúrbios menstruais, seborreia e hipertrofia muscular.

Existem alguns tratamentos para a alopecia androgenética porém, infelizmente, o problema não tem cura. Pacientes que sofrem com queda de cabelo ligada a alopecia podem realizar tratamentos com enzimas e loções, mas dependendo do grau de calvície somente o implante capilar poderá trazer o resultado desejado que é o retorno dos fios perdidos.

Website: https://www.juliocesaryoshimura.com.br/

Fonte: Dino