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Conjunto de cirurgias usado para suavizar o aspecto do rosto e torná-lo mais feminino é cada vez mais procurado no Brasil e no mundo

Especialista em Cirurgia de Feminização Facial (CFF) vem ao Brasil para palestra em Congresso da especialidade Buco-Maxilo-Facial

Procurada principalmente por transgêneros em seu processo de transição, o número de Cirurgia de Feminização da Face (CFF), ou Cirurgia de Confirmação de Gênero Facial, tem aumentado muito nos últimos anos. O procedimento para adequação de um rosto masculino a um rosto feminino é feito por uma equipe multidisciplinar que inclui, dentre outros, cirurgião Plástico, cirurgião Buco-Maxilo-Facial, cirurgião Capilar, cirurgião Dentista, Endocrinologista e Psicólogo.

Segundo um dos maiores especialistas no mundo em feminização facial, o cirurgião buco-maxilo-facial Daniel Simon, a busca pela cirurgia cresceu não só pela visibilidade por meio de pessoas famosas, mas também pelo maior esclarecimento sobre o assunto. “Há 10 anos, muitas pessoas que procuravam a CFF na Europa tinham mais de 45 anos já que aguardavam circunstancias como filhos crescidos, estabilidade financeira e, em alguns casos, até mesmo o falecimento dos pais antes de iniciar a transição. Hoje percebemos que aumentou muito a quantidade de pessoas jovens e acompanhadas de suas famílias durante as consultas. O fenômeno está mudando. Ser transgênero não tem a ver com a opção sexual, tem a ver com identificação de gênero”, esclarece Simon, que é brasileiro e mora na Espanha onde atua na equipe cirúrgica Facialteam que tem centros em Marbella e São Paulo. Ele estará em São Paulo para participar do Congresso Brasileiro de Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial 2017, de 05 a 09 de setembro.

Por se tratar de um fenômeno social de visibilidade muito recente, não existem estatísticas retrospectivas a largo prazo que nos confirmem a prevalência real do fenômeno transgênero. Segundo a WPATH – World Professional Association for Trangender Heatlh, maior associação do mundo de profissionais que elaboram standard of cares, ou protocolos de tratamento para pacientes trans, em média, 1:12.000 pessoas é transgênero MtF (male to female). Porém se estima que o número seja muito maior e novos estudos estão em andamento.

Mas a técnica não se aplica só a pacientes trans. É uma cirurgia de suavização também indicada para algumas mulheres ou homens com traços faciais estruturais considerados masculinos ou exagerados.

Atualmente o time de especialistas que trabalha com Dr. Simon atende de 270 a 300 pacientes por ano e a lista de espera está, no momento, em mais de 9 meses.

Segundo Dr. Simon, a CFF é baseada em técnicas de recontorno e escultura óssea, que alteram as estruturas primárias do rosto. O cirurgião Plástico e o cirurgião Buco-Maxilo-Facial trabalham em conjunto para o tratamento da estrutura óssea e dos tecidos moles. “A cirurgia sozinha não tem a capacidade de transformar uma pessoa em mulher. Junto com a parte óssea, ou primária, a paciente terá que trabalhar no tratamento das características faciais secundárias como: textura da pele, volume e formato da linha do cabelo, eliminação permanente de barba e hormonioterapia, fatores que complementarão o resultado”, explica o especialista.

Resultados e Recuperação
Em pacientes jovens, na maioria das vezes, é possível obter o resultado desejado com uma única intervenção. Em pacientes com mais idade, principalmente acima de 45 anos, podem ser necessárias intervenções complementares para auxiliar na adaptação de tecidos moles e definição de contornos faciais. “A paciente consegue voltar às atividades normais 3 ou 4 semanas após a cirurgia e os resultados definitivos levam meses e, na maioria dos casos, aproximadamente 1 ano, já que os tecidos moles (pele, musculatura) necessitam tempo para se readaptar ao novo formato da estrutura óssea subjacente obtido pela cirurgia”, explica Dr. Simon.

Planejamento Virtual
O cirurgião trará para o Congresso Brasileiro de Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial novidades sobre Planejamento Virtual, técnica muito utilizada para cirurgias ortognáticas, mas que no formato atual não é ainda aplicável à CFF. “O próximo passo é o desenvolvimento de um software onde possam ser criados guias de corte e onde poderão ser previstos mudanças de volume e de formato. O resultado final poderá ser visualizado pelo paciente”, conta o especialista. Ele explica que apesar de ser uma cirurgia facial, não se considera como cirurgia estética. “A CFF é considerada reconstrutiva, uma técnica que elimina traços masculinos causados pela atuação dos hormônios durante o desenvolvimento facial. O seu objetivo é facilitar o processo de transição da paciente para que ela possa projetar tanto para o mundo como para si mesma a imagem que realmente condiz com seu gênero “A expectativa das pacientes costuma ser mais realista do que em procedimentos com objetivo estético”, afirma Dr. Simon.

Daniel Simon vai alertar os colegas de especialidade para outros cuidados. “Além de aprender uma técnica específica, é necessário entender o conceito e a realidade da paciente transgênero: o que é ser transgênero?, quais as dificuldades físicas e psicológicas que elas passam?, como lidar com a família? É um universo!”, conta Dr. Simon. Segundo ele, a paciente normalmente precisa de uma avaliação multidisciplinar que confirme se ela é candidata a iniciar o processo de transição, que entre outras coisas, inclui a CFF.

Serviço:
XXIV COBRAC
Data: de 5 e 9 de setembro
Local: WTC Events Center
Informações e inscrições: http://www.cobrac2017.com.br

Website: http://www.cobrac2017.com.br

Fonte: Dino