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Estresse de fim de ano pode gerar crises de enxaqueca

Como sobreviver às muitas tarefas do fim de ano?

Um piscar de olhos e de repente já é Natal. E a correria para dar conta de todos os detalhes para as festas de fim de ano pode acabar desencadeando em muitos indivíduos, especialmente nas mulheres, a enxaqueca pós estresse. Esse é apenas um exemplo, já que todos os dias estamos submetidos a diversos estímulos que provocam esse desequilíbrio emocional.

Mas como diferenciar a cefaleia (a popular dor de cabeça) de um episódio de enxaqueca? A resposta não é tão simples assim, depende de uma série de fatores e procurar um médico para identificar as causas e obter um diagnóstico clínico é sempre a opção mais acertada.

Conforme explica a neurologista Dra. Célia Roesler, a enxaqueca é um dos muitos tipos de dor de cabeça. Pulsátil, a dor geralmente é unilateral e pode causar náuseas e vômitos, além de tonturas. Outra característica comum da enxaqueca é a intolerância à luz, cheiros e movimentos – “quem sofre de enxaqueca não aguenta sequer o simples movimento de abaixar a cabeça. E permanecer em ambientes silenciosos e escuros ajudar a amenizar o desconforto que pode durar de quatro a 72 horas”, explica a especialista.

Para não tornar o quadro crônico, a Dra. Célia alerta quanto aos perigos da automedicação: “todo mundo sempre tem um remedinho na bolsa para dor de cabeça. Usar analgésicos com frequência para eventos episódicos de enxaqueca pode tornar o tratamento mais difícil”.

Entre as novas linhas de tratamento para a enxaqueca em uso no Brasil aparece a toxina botulínica como ação preventiva, indicada a pacientes que têm enxaqueca crônica. Outra opção de tratamento é a neuromodulação, uma espécie de tiara que colocada na testa estimula ramo dos nervos trigêmeos – a novidade não tem contraindicação, pois não é um medicamento e pode ser utilizada por adultos, crianças e idosos e até gestantes.

“Como nem sempre é possível evitar o estresse emocional, é importante tentar descobrir os alimentos outros gatilhos que possam desencadear a dor de forma preventiva. Evite o jejum prolongado e a privação de sono”, aconselha a Dra. Célia Roesler.

De acordo com o Organização Mundial da Saúde (OMS), a enxaqueca está entre as 20 doenças mais incapacitantes e o estresse é a causa de 30% dessa ocorrência.

É possível então evitar a crise de enxaqueca desencadeada pelo estresse? “É possível prevenir” indica a especialista:
– Procure praticar atividades como meditação e procure por técnicas de relaxamento;
– Tente administrar seu tempo de acordo com sua rotina;
– Saiba o que é importante para você;
– Nunca leve trabalho para casa;
– Pratique atividade física diariamente!

Fonte: Dino