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Cirurgia refrativa a laser é opção cada vez mais procurada por quem tem dificuldade em enxergar

Clínicas registram aumento na demanda pela correção de miopia, astigmatismo, hipermetropia ou presbiopia. Segundo OMS, 25% da população tem problemas em enxergar objetos distantes. Somando outras dificuldades, o número é ainda maior.

Com técnicas que permitem uma recuperação visual cada vez mais rápida, com baixo risco para o paciente e, em alguns casos, a cobertura parcial ou total pelos planos de saúde, clínicas especializadas em cirurgias oftalmológicas registram aumento no número de procedimentos para correção de miopia, astigmatismo, hipermetropia ou presbiopia. São as chamadas cirurgias refrativas, que permitem ao paciente independência de óculos ou lentes de contato para enxergar.

A demanda é grande pelo procedimento. Segundo estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS), 25% da população tenha miopia, que tem como principal sintoma a dificuldade em enxergar objetos distantes. Se somarmos outras doenças oculares, o percentual é ainda maior. Na hipermetropia, a dificuldade está em enxergar de perto, enquanto no astigmatismo, a visão fica desfocada. Já a presbiopia é comum a partir dos 40 anos de idade e é conhecida popularmente como “vista cansada”.

“A tecnologia hoje nos permite corrigir um problema na visão em um tempo curto e sem precisar ficar internado. Com o procedimento a laser, corrigimos o que tecnicamente chamamos de vícios de refração, que causam as limitações na visão”, explica o médico oftalmologista Eduardo Miranda, diretor da PMX Cirurgia Oftalmológica, referência em cirurgias oculares com mais de 8 mil procedimentos realizados nos últimos 20 anos.

É o caso do gerente de produção, José Laertes Cardozo, 41 anos. Depois de receber indicação de amigos que falaram sobre a cirurgia, decidiu investir. “Já tinha passado por outra cirurgia nos olhos por causa de um ceratocone. Já recuperado, decidi fazer a refrativa para deixar de usar óculos. Recuperei 97% da visão”, conta.

Correção para graus altos

Uma das indicações para cirurgia refrativa é para pacientes com graus altos. A fotógrafa Marinez Neiverth, 23 anos, conta que, desde os 15 anos, tinha miopia e astigmatismo, que foram se agravando ao longo dos anos, chegando a 7 graus de miopia e 6,5 de astigmatismo.

“Só quem tem um alto grau sabe o quanto é complicado. Até para realizar as tarefas diárias, como tomar banho, por exemplo, é horrível”, relembra Marinez. Foi quando decidiu realizar a cirurgia refrativa. “Não me arrependo em nada, pois a qualidade de vida que ganhei não se compara.”, finaliza Marinez.

Pessoas que praticam exercícios físicos e tem o desempenho reduzido por dificuldades de visão também tem na cirurgia refrativa uma alternativa. “Recebemos muitos atletas que não podem conciliar os óculos com sua prática esportiva. Não é uma questão estética, é, de fato, uma necessidade nesses casos”, complementa.

Além do desejo de alguns pacientes de não quererem mais usar óculos, a cirurgia refrativa também é indicada para pacientes que fazem mau uso de lentes de contato ou são intolerantes ao uso. “A cirurgia a laser é uma alternativa para aqueles que usam a lente de contato de maneira errada, dormem com elas, lavam com água corrente e tem outros maus hábitos o que representa um risco a saúde ocular, especialmente para a córnea”, alerta o médico cirurgião oftalmológico.

Principais técnicas

A cirurgia refrativa pode ser feita pela aplicação de diferentes técnicas, mas as mais utilizadas são PRK e LASIK. No PRK é retirada a parte epitelial da superfície da córnea e o laser é aplicado direto na membrana basal. “Essa técnica tem como desvantagem a recuperação visual mais lenta, porém, o nível de segurança é maior e cada vez mais os cirurgiões vem indicando essa técnica”, aponta o oftalmologista Eduardo Miranda.

O LASIK, por sua vez, permite a recuperação rápida do paciente, podendo chegar a 48 horas. O procedimento faz a manipulação do flap, como se fosse a tampa de uma laranja para a aplicação do laser.

Para a definição da melhor técnica, são realizados exames pré-operatórios, como a tomografia da córnea, que analisa a espessura total da córnea, superfície anterior e posterior, índices, elevação e outras observações ópticas. Também com a ajuda de software especializado, é possível analisar o nível de segurança para se realizar esse procedimento no que diz respeito à espessura da córnea.

Cobertura de planos de saúde

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) prevê normas sobre a cobertura da cirurgia refrativa por planos de saúde. De acordo com a ANS, os convênios devem cobrir total ou parcialmente, dependendo da técnica indicada, a cirurgia a laser para hipermetropia até 6 graus e da miopia a partir de 5 graus, associada ou não ao astigmatismo.

Ainda que o grau seja menor que o indicado, muitos planos aceitam pedidos de cobertura uma vez que as dificuldades para enxergar limitam a saúde do paciente. O pedido de cobertura deve ser feito pelo médico oftalmologista, caso haja indicação cirúrgica.

Website: http://www.pmxcirurgiaoftalmologica.com.br

Fonte: Dino