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Mercado de beleza brasileiro é promissor, mas estabelecimentos enfrentam problemas de informalidade

Salões encontram dificuldades em estabelecer preços padronizados, queixa comum entre consumidoras

O mercado de beleza brasileiro avança contra a corrente da crise: de acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC), o setor teve uma taxa de crescimento anual composta de 8,2% nos últimos dez anos, movimentando cerca de R$ 100 bilhões por ano e fechando 2017 com um crescimento de 3,2%. Apesar de números impressionantes, estabelecimentos do setor, como salões e spas, encaram um problema sério: a grande variação de valores, que dificulta que clientes façam comparações.

Um levantamento da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste), aponta que valores de serviços de beleza como manicure, pedicure, depilação e corte e coloração de cabelos podem variar até 92% nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro.

Segundo o economista Paulo Scarano, manter padrões de preço para tais negócios é uma tarefa praticamente inconcebível, devido à variação de custos de cada estabelecimento: “Diferentes estabelecimentos lidam com diferentes custos de produção (aluguéis diferentes, produtos diferentes, profissionais demandados…)”, explica.

Do outro lado da moeda, clientes de salões reclamam de tal instabilidade nos valores, deixando, por vezes, de frequentá-los. A vendedora Nayara Gaic, 22, é um exemplo desse caso: “Gostaria de ir ao salão muito mais vezes. Só não vou por causa do preço, que é um absurdo! Gostaria de fazer hidratação e escova no cabelo toda semana, mas acabo fazendo só de vez em quando e olhe lá…”, revela.

Nayara não é a única a abrir mão desse hábito: dados do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), revelam que 16,7% dos consumidores deixam de realizar serviços de beleza, como manicure e corte de cabelo para poupar o bolso.

Sybele Lopes Marin, 50, é advogada e se considera “consumidora assídua” de beleza. Ela acredita que mesmo os clientes que não abandonam o hábito de frequentar salões, preferem e pesquisam estabelecimentos com melhor custo benefício:

“A variação de preço dos estabelecimentos muitas vezes se deve pela qualidade de seus produtos e profissionais. Mas, o caso de dois estabelecimentos com o mesmo padrão e valores diferentes, deixa os consumidores inseguros: nós começamos a buscar maiores informações para entender o que diferencia um do outro; o que torna um mais caro que o outro. Hoje em dia o consumidor é muito mais esperto e vai querer entender todas essas diferenças.”

Diante de tal circunstância, nasce a mais nova startup de beleza brasileira: a YOU Beauty Club. O empreendimento busca solucionar o problema de ociosidade dos estabelecimentos e garantir um bom custo benefício para as consumidoras através de assinaturas de beleza.

A dinâmica de assinaturas funciona como em um plano mensal, em que a cliente escolhe quantas vezes deseja fazer seus serviços, podendo realizá-los em qualquer salão parceiro da startup, sem pagar diferenças ou adicionais por isso. Para que essa estabilidade de preços ocorra, os salões e spas selecionados para se tornarem parceiros da rede seguem o mesmo padrão de custos de produção e qualidade, conferindo confiança e praticidade para as clientes, além de agendamentos bem distribuídos para os estabelecimentos cadastrados.

Felipe Bussinger Lopes, um dos fundadores da marca, explica a ideia e seu diferencial: “Após estudar várias ideias, percebemos que o mundo digital ainda não estava sendo aproveitado em todo o seu potencial por salões de beleza, spas e centros de estética. Entendemos que poderíamos ajudá-los nesta aventura tecnológica e que as pessoas teriam melhores experiência de compra, agendamento e uso de aplicativos para se cuidar mais em sua rotina urbana.” A plataforma está no ar desde junho de 2018 e já conta com 32 estabelecimentos parceiros na cidade de São Paulo.

Website: https://www.youclub.com.br

Fonte: Dino