(51) 991.612.101

Hormônios começam a diminuir gradualmente a partir dos 25 anos, explica médico nutrólogo Alexander Gomes de Azevedo

Desequilíbrio hormonal pode causar insônia, cansaço, depressão e outros transtornos

Em uma orquestra musical, se apenas um dos vários instrumentos estiver desafinado, vai atrapalhar toda orquestra. A mesma coisa acontece com os hormônios produzidos no nosso corpo. Se apenas um deles estiver alto ou baixo, vai prejudicar o bom funcionamento do nosso organismo. Com a função de controlar as funções de muitos órgãos, auxiliar as funções reprodutivas, e regular o nosso metabolismo, a diminuição, que acontece a partir dos 25 anos, pode causar depressão, cansaço, aumento do peso, irritabilidade, rugas, flacidez, queda de cabelos, etc.

“A maneira mais segura para prevenir o envelhecimento precoce é repor os hormônios bioidênticos, que possuem a mesma estrutura química e molecular encontrada nos hormônios produzidos pelo nosso organismo, e por isso tem uma ação mais fisiológica dentro do nosso organismo. Lembrando que deve-se utilizar esses hormônios apenas em pacientes com deficiências e com dosagens fisiológicas”, explica Alexander Gomes de Azevedo, médico nutrólogo e ortomolecular.

Principais deficiências hormonais, segundo o especialista:

Hormônio de Crescimento (GH):”É um regenerador celular que cai muito a partir dos 25 anos de idade. Baixos níveis de GH no adulto está correlacionado ao aumento da gordura corporal, depressão, cansaço, perda de massa óssea (osteopenia), menor resistência da atividade física e aumento da mortalidade. A reposição de GH só deve ser feita quando seus níveis estão baixos, caso contrário, os seus efeitos podem ser deletérios à saúde. Sendo bem utilizado, o GH pode reverter alguns aspectos importantes do envelhecimento e melhorar a qualidade de vida”.

DHEA:”É o hormônio mais abundante no organismo. Começa a cair a partir dos 25 anos de idade, e aos 40 anos, o organismo produz metade de DHEA que produzia aos 20 anos”.

“O DHEA serve de matéria prima para produção de vários outros hormônios, como testosterona e estradiol. Ele melhora a função imune, o humor, a energia e a função cognitiva. Várias pesquisas demonstraram que, quanto menor o nível de DHEA, maior o risco de morte por doenças relacionadas com o envelhecimento”.

Hormônios da Tireóide (T3 e T4):”Os hormônios tireoideanos controlam o nosso metabolismo, além de outras importantes funções”.

“Quando envelhecemos os níveis de hormônios tireoidianos diminuem, o que pode levar ao aumento da gordura corporal, queda de cabelos e nos pelos do corpo, cansaço, aumento do colesterol ruim e perda de memória”.

Testosterona: “A testosterona é considerada o hormônio masculino, sendo produzido principalmente nos testículos. Com o envelhecimento ocorre uma queda progressiva da produção da testosterona, e isso pode levar a irritabilidade, depressão, aumento do risco de doenças cardiovasculares, redução da massa muscular e aumento de gordura corporal, porém o que mais preocupa o homem é a diminuição da libido e da ereção”.

“As mulheres também produzem a testosterona, mas em quantidade muito menor, cerca de 20 a 30 vezes menos que nos homens. Na mulher é muito importante para libido e ganho de massa muscular, além de atuar no combate a celulite”.

Estrógeno:”A produção do estrógeno na mulher começa na adolescência e vai até a menopausa, quando existe uma queda abrupta da produção deste hormônio, o que pode levar a sinais e sintomas como calorões, depressão, redução da libido, da lubrificação vaginal, pele seca, e aumento do risco de osteoporose e de doenças cardiovasculares, entre outros”.

“O excesso deste hormônio na mulher pode levar a retenção hídrica e aumento do peso. O homem também produz estrogênio, porém em níveis bem menores”.

Progesterona: “A progesterona é um hormônio que melhora o humor da mulher e aumenta a densidade mineral óssea ajudando a prevenir a osteoporose, além de ser um diurético natural. É importante a mulher manter o equilíbrio entre o estrogênio e a progesterona na reposição hormonal, pois uma predominância estrogênica faz com que a mulher aumente o peso e a celulite por retenção de líquidos, além de ficar com maior irritabilidade”.

Pregnenolona: “É uma molécula fundamental para formação dos hormônios estradiol, da progesterona, do DHEA e da testosterona. Ele começa a declinar após os 30 anos de idade, como a maioria dos hormônios anabólicos (formadores de tecidos). Estudos apontam que pregnenolona também pode ajudar na memória”.

Melatonina:”A melatonina é um hormônio produzido no cérebro por uma glândula chamado de Pineal, e tem como principal função regular o sono. A partir dos 20 anos de idade ocorre diminuição na produção de melatonina entre 10 a 15%, a cada década de vida, por isso que com a idade aumenta-se a chance de problemas de insônia”.

“Ela tem outras funções importantes além da própria regulação com o sono, ela protege nosso organismo contra várias doenças crônicas, desempenha potente ação antioxidante cerebral e ainda tem função importante no antienvelhecimento”, enfatiza.

Cortisol: “Se você está com depressão, cansaço extremo e alterações na pressão arterial, cuidado, você pode estar com fadiga adrenal, e com o cortisol muito baixo. Neste caso, nenhum tratamento para esses sintomas será eficaz, se não tratar essa deficiência.

“Considerado o hormônio do estresse, o cortisol é produzido pela glândula supra renal, e está envolvido na capacidade de resposta ao estresse. Em níveis adequados no sangue, ele é responsável pelo aumento de energia, manutenção da pressão sanguínea e diminuição da inflamação”.

“A pessoa que se submete a níveis altos de estresse diariamente e por longos períodos, pode ter uma produção muito alta do cortisol, porém, com o passar do tempo, a glândula supra renal pode entrar em falência, o que provoca uma queda abrupta e acentuada nos níveis do cortisol sanguíneo, e é quando aparecem sintomas como depressão, fadiga extrema, inflamação e hipotensão”.

“Primeiro, temos que detectar se existe deficiência do cortisol para depois entrarmos com um tratamento para corrigir o seu nível sanguíneo. Fazendo isso, os sintomas como depressão e fadiga vão melhorando gradualmente, até que a pessoa não precisa mais usar antidepressivos”.

Website: https://brasilnutrido.com.br/

Fonte: Dino